2006-05-03

GNR - Para quando a solução definitiva?

Devido ao mau estado de conservação do (antigo) Posto da GNR em Alpedrinha (foto acima), esta teve de se mudar. Aquele edifíco, há muito que não reunia as condições necessárias para acolher os militares da GNR. A solução encontrada na altura, pela Junta de Freguesia, foi o edifício sede da Casa do Povo (foto abaixo), uma vez que esta colectividade se encontrava inactiva. Esta ocupação pela GNR tem carácter provisório até que se encontre uma solução que garanta segurança e conforto. Mas, a escolha entre a reconstrução do edifício antigo e a aquisição de um terreno, que possibilitasse a construção de raiz de um novo quartel, tem dificultado a resolução definitiva do problema.
O facto é que, ainda que este edifício seja de construção recente, o mesmo está longe de permitir as condições ideais para o bom funcionamento do quartel.
É urgente portanto a resolução deste problema, tendo em consideração que a GNR não poderá sair de Alpedrinha, uma vez que a sua permanência na nossa vila é fundamental para garantir a segurança de todos.
Já nos contentamos com mais uma mudança provisória para outro local, desde que este seja aprovado pela GNR e preencha o requisito mais importante, alegado pelos próprios, que é a segurança.
A Junta de Freguesia já resolveu esta questão, uma vez que já encontrou local para o efeito, que após uma visita ao mesmo, este foi aprovado pelos responsáveis da GNR. Como é de fácil compreensão, o mesmo também necessita de obras para garantir o bom funcionamento do quartel.
Mas o ideal seria que o surgimento deste problema levásse definitivamente os responsáveis pela temática a resolver a questão do posto da GNR de forma definitiva. O antigo edifício foi adquirido pela CMF e aguarda-se notícias sobre o que se vai fazer dele.
Será que, do ponto de vista financeiro, executar as obras para tornar este apto para servir de Posto da GNR compensa? O que é que ficará mais dispendioso, construir um novo quartel de raíz ou reconstruir o antigo edifício? Penso que os responsáveis por esta área deverão ponderar os pós e os contras desta decisão. A mim não me compete fazer este raciocínio nem tomar qualquer decisão. Eu aceito qualquer uma destas. Para mim, o importante é satisfazer as necessidades da GNR e há uma solução que, nem eu, nem ninguém irá aceitar e que por isso está fora de questão: - Que a GNR tenha de sair de Alpedrinha por falta de instalações.
Isto eu não aceitarei.
Alpedrinha não aceitará.

11 comentários:

m@tix disse...

Ou então a Junta De Alpedrinha que se mexa, e Reconstrua o antigo edifício da GNR. Porque já agora o que é que se vai fazer com aquele edificio? Não me digam que será mais um ao abandono e a cair aos bocados...
Gonçalo Ramalho

m@tix disse...

Sim por alma de quem é que a CMF, adquiriu o antigo edificio!!!
Mais uma vez a nossa junta foi passada para trás...É por essas e outras que Alpedrinha não passa do mesmo.

paula silva disse...

Folgo em saber que esta preocupação, de há décadas, faz correr tinta, que é como quem diz, é discutida, há quem se interesse e tenha uma posição bem clara: é urgente resolver a situação, manter a GNR em Alpedrinha e com um edifício digno e bem localizado.
Fernando se queres consultar mais um blogue meu, só de fotos vai a http://olharlento.blogspot.com

Nuno Rosa disse...

É sem dúvida um problema que Alpedrinha terá que resolver o mais rápido possível. E a segurança é sem dúvida uma prioridade. Alpedrinha é ultrapassada pela nacional 18, são as crianças das escolas, o colégio, os comerciantes e as pessoas que habitam em Alpedrinha e todos temos que nos sentir seguros. E só com a presença permanente da GNR é que podemos estar mais descansados. É um processo que já se arrasta à bastante tempo e começamos a ficar impacientes, quando olhamos todos os dias para a televisão e vimos que as esquadras estão a fechar, e até em sitios com mais habitantes que Alpedrinha. É necessário a Junta de Freguesia, juntamente com a Câmara Municipal do Fundão de uma vez por todas dar inicio às obras de reconstrução do edificio junto ao terreiro de Santo António. Alpedrinha está a ficar para trás. Começamos a ser ultrapassados por outras terras e nós no sul da serra da Gardunha estamos cada vez mais esquecidos e somos lembrados de 4 em 4 anos. Tem que ser os Alpetrenienses, todos juntos que "para os lados do Fundão, mandam os que lá estão".
Fernando uma vez mais agradeço esta tua iniciativa e é sempre bom ver novos "bloguistas" - acho que posso chamar assim e que ninguém me leve a mal, e com a opinião de todos aqueles que aqui participam, tentar mudar Alpedrinha.... para melhor. Um abraço a todos.

Fernando Jorge Pires disse...

Caro amigo Gonçalo:
Nesta questão tão sensível a todos, é necessário ter presente algumas questões que estão directamente ligadas às competências da Junta de Freguesia (JFA), Câmara Municipal (CMF) e GNR.
Em primeiro lugar, ninguém mais que a CMF tem competência e capacidade financeira para adquirir aquele edifício que era propriedade de privados. Ao que sei, aquele imóvel terá custado 75.000€. Ora, é totalmente impossível para uma JF fazer tal investimento. Não é este facto que faz com que a JFA passe para trás. Foi aliás a JFA que insistiu bastante para que a CMF comprasse o antigo quartel, evitando assim que outra entidade, pública ou privada, o fizesse e construísse naquele local um "mamarracho". Como sabes, pode-se construir ali até 3 pisos. Agora imagina naquele local, o que era o Terreiro de S. António com um prédio de 3 pisos ali implantado. Caso isto viesse a acontecer isso sim seria passar a JFA para trás.
Quanto ao futuro, de todos os organismos, o que tem menos voto na matéria é a JFA. A solução deste problema não passa por ela. Passa pela CMF e pela própria GNR. Não quer dizer que a JFA não possa contribuir muito o que já fez. O facto é que as JF continuam a ser o parente pobre do poder local. Queira a CMF e a GNR não sai de Alpedrinha, apenas mudará de local.
1 abraço e obrigado pela tua opinião.

joao baltazar disse...

querem apostar k sai??e dp seguem se os correios etc..enfim..é assim a nossa Alpedrinha...abraço

m@tix disse...

Boa Tarde,
Fernando concordo contigo quanto "JFA continuam a ser o parente pobre do poder local."
Mas há um poder em a JFA, pode ser mais forte e não o é .
Poder de iniciativa, inovação , e de necessidade da população.

Gonçalo

Duarte Freire disse...

é certo que sem dinheiro é complicado...mas tb é certo que se a politica tanto serve para umas coisas, tb terá que servir para outras. Acho que este é um bom momento para a JFA mostrar que sabe fazer politica, e mostrar que se sabe mexer melhor que outras aldeias e vilas do concelho do Fundão. Aquele abraço ॐ

Francisco Santos disse...

Código de Estrada

Caro amigo Fernando aí vai mais uma para a fogueira:

Como pertences à Junta de Freguesia aproveito para te mandar o seguinte recado a fim de o transmitires no local certo (Junta de Freguesia), venham o mais rápido possível alterar o sinal de trânsito de sentido proibido que se encontra em frente ao Externato antes que apareça na SIC, os sinais colocam-se à direita dos condutores e não à esquerda ou será que em Alpedrinha temos que levar com tudo à esquerda.

João Boavida disse...

Boas!
Antes de iniciar o comentário quero esclarecer que eu no artigo sobre o polidesportivo falei de cores politicas nao por ser de uma ou de outra cor,mas sim porque no artigo sobre o mesmo subentende-se que não está reconstruido e que a Atalaia vai ter um por razões de cor politica. Eu limitei-me a comentar o artigo e relembar os mais esquecidos de uma pequena parte da história politica do nosso concelho.
Em relacção ao edificio para a GNR, eu vou sugerir uma solução que não sei se poderá ser politicamente viável.
A GNR fica no edificio onde está, (antiga casa do povo), com algumas obras de molhoramento para garantir mais eficiência no trabalho deles; acredito que não fiquem muito caras já que o edificio é relativamente recente, e com a máxima urgência reconstruir o antigo edificio para beneficio da população e turistas de Alpedrinha, já que podia ser aproveitado para um pequeno posto de turismo, uma loja de artesanato, uma livraria/papelaria, isto no andar com frente para o terreiro; nos andares inferiores podiam ser feitas salas com variadas funcionalidades como para ensaios do rancho e bombos, salas para jovens desenvoverm actividades culturais das mais diversas maneiras, ou até salas para formação dos habitantes de Alpedrinha, quer a nível de novas tecnologias como internet fundamental para qualquer pessoa nos dias de hoje, quer noutras actividades como aprender a fazer artesanato etc. para que a nossa população se desnvolva e as tradições não se percam.
Obrigado. João Boavida

Francisco Chasqueira disse...

É de louvar quem se interessa por notícias de Alpedrinha, já agora vão mais umas dicas. A música do Hino ou marcha de Alpedrinha, foi de facto composta pelo Dr. José Bento Monteiro, maestro musical da ex-emissora nacional hoje RDP.Colaborava habitualmente como organista nas verbenas da Sta Casa da M. de Alpedrinha, festividade anual e realizada no terreiro de Sto António; tocava acordeão e embora residente em Lisboa, tinha casa ao fundo de Alpedrinha junto ao consultório do Dr.Sá Pereira.