2006-06-30

Assembleia de Freguesia de Alpedrinha

Realizou-se na passada sexta-feira, dia 30 de Junho, pelas 21:30, na sala da biblioteca do Edifício dos Antigos Paços do Concelho, em sessão ordinária, a Assembleia de Freguesia de Alpedrinha, com a seguinte ordem de trabalhos:

1- Período antes da ordem do dia;

2 - Periodo da ordem do dia;

2.1- Apreciação da informação escrita do Sr. Presidente da Junta de Freguesia;

Foi uma Assembleia de Freguesia bastante animada e construtiva, onde se discutiram questões vitais para o desenvolvimento de Alpedrinha. No final da mesma, e como é hábito, foi dada a palavra ao (pouco) público presente (5 pessoas). Apenas se lamenta que, mais uma vez, a população não tenha aparecido em grande número nesta reunião, apesar de alguns apelos feitos nesse sentido. Infelizmente, grande parte da população de Alpedrinha continua a não estar presente e uma minoria perfere outros meios (menos próprios) para comentar o que se vai fazendo na nossa Vila, muitas vezes de forma errada e mal informada, consequência evidente da sua ausência a estas reuniões.

6 comentários:

Daniel Valente disse...

Pois é,

como alguem dizia:
"Falam, Falam, Falam, mas ñ se vêm a fazer nada!"

Dizer mal é facil e não dá trabalho, mas fazer algo dá dores de cabeça e TRABALHO, isso já não é do agrado de todos, compreendo!!!

Força!!

Com trabalho e dedicação iremos conseguir colocar Alpedrinha, onde ela merece estar!

Abraço Amigo

paula silva disse...

Fernando, é de facto de lamentar a pouca participação do Povo Alpetriniense nos locais próprios. Conheço essa realidade a muitos níveis, como imaginas. Os pais que não aparecem nas escolas, mas depois nos cafés e nas casas duns e doutros criticam e falam do que não sabem, por exemplo. Mas em Alpedrinha é crónico. Nos cafés, nos serões em família, entre grupos de amigos a beber um copo, todos faziam e aconteciam, todos são grandes, mas depois... é isto.
Podíamos ser Grandes, ou Maiores, mas assim não chegamos a lado nenhum. Em democracia, a oposição, as vozes divergentes, as posições mais irreverentes devem ter voz e devemos aprender com elas, porque somos seres racionais, animais políticos. Nunca tive, nem tenho, problema algum em criticar o que está mal, mesmo sendo apenas e só a minha humilde opinião, como o fiz, estou a lembrar-me, na Informação da Liga, sobre temas bem polémicos, mas julgo que o fiz, mesmo em idade menos madura, sem ofender ninguém e com espírito crítico e construtivo. Hoje não vejo nem sinto isso em Alpedrinha, sinto uma espécie de grupos fechados a cuscar, mas depois não deixam todos de se dar palmadinhas nas costas, cinicamente. Eu o que tenho a dizer faço-o com frontalidade, mas dentro da boa educação que recebi nessa Gardunha que tanto me me ensinou.
Por exemplo: lamento que este teu post não tenha aqui divulgado os assuntos discutidos na Assembleia, ou decisões, mas compreendo, eu não posso exigir isso, mas posso lamentar, sem com isso te ofender.
Tal como lamento não teres dado eco do Festival, até te pedi fotos e tudo... mas isso também tenho que aceitar e compreender, não podes ter essa responsabilidade, nem tens essa obrigação só porque eu e outros como eu, longe da terra querem de alguma forma matar saudades, e habituaste-me a vir aqui com frequência e a criar expectativas que com toda a certeza não tens tempo para satisfazer.
Sem mais, por agora,
Os melhores Cumprimentros

Fernando Jorge Pires disse...

Dr.ª Paula:
É um facto inegável. Muitas pessoas não participam em nada, mas não têm vergonha de criticar quem trabalha, ou pelo menos dá o seu melhor. Isto não se passa apenas e só em relação à Junta de Freguesia, mas também às associações que vivem da carolice dos seus directores. Este clima de desânimo que se vai abatendo sobre as pessoas que ainda vão fazendo algo, faz com que personalidades muito válidas abandonem estes cargos e se dediquem mais ao seu sofá e à cadeira do café, dando o seu lugar a quem o critica. O facto é que esses não o preenchem, porque dá trabalho. É uma pena mas é a sociedade que temos.
Quanto ao encontro de grupos de música popular, ainda aguardo o emvio de fotos desse evento para poder postal algo sobre esta matéria. Quanto aos temas discutidos na Assembleia de Freguesia, foram muitos e a falta de tempo é a principal razão pela qual não os indico aqui. Pode ser que arranje um pouco para fazer um resumo da mesma.
Resta-me agradecer a atenção que dá ao meu humilde blogue e aproveito para lhe dizer que tenciono continuar a postar sobre Alpedrinha, com a finalidade de a divulgar e dar a conhecer aos alpetrinienses que estão longe o que se vai passando por cá.

Saudações alpetrinienses.

Fernando Jorge Pires disse...

Amigo Daniel:

O teu comentário diz tudo.
É a realidade. Palavras para quê!

É por estas e por outras que são sempre os mesmos a dar a cara em tudo e no entanto são criticados.

Enfim, resta-nos esperar que isto mude, mas o mais dificil será mudar as mentalidades.

1 abraço.

paula silva disse...

Caro Fernando
Tenho a certeza que vais continuar a postar e ainda bem.
Também sei que nem sempre a nossa vida pessoal, profissional, associativa, ou outras actividades que nos merecem atenção, nos permitem fazer tudo o que gostávamos... o dia tem só 24H e ainda temos que dormir algumas delas para restabelecer forças, porque somos humanos...
Tens razão quando falas da falta de participação activa e positiva nas Associações de Alpedrinha, estou a lembrar-me do Teatro Clube, e do quanto é difícil todos os anos conseguir listas que garantam a sua sobrevivência, e lá estão quase sempre os mesmos a sacrificar a sua vida pessoal e o seu tempo de lazer, em prol da Associação, e quantas vezes a serem criticados por isto ou aquilo, mas estoicamente vão lutando e trabalhando, para manter o bar aberto, para dinamizar o teatro, para realizar actividades desportivas, para melhorar os espaços e mantê-los, para organizar algumas festas... e nada disto cai do céu, é preciso organizar tudo, fazer muitas contas à vida e ao dinheiro; o mesmo para a Liga dos Amigos, que ao que parece está a perder dinâmica, perdoem-me se estou errada...
Enfim, tenhamos esperança de que melhores tempos virão!
Pode ser que uma geração de ouro, com garra e iniciativa possa florir entretanto, ou esteja já a despertar para esta realidade.

Eu acredito, porque querer é poder.

Saudações alpetrinienses para ti e já agora também para o Daniel, que é um dos que sabe bem o que custa pertencer ao corpo directivo do TCA. (Ele, tu e outros que todos nós bem conhecemos já fazem parte dessa tal geração de ouro a que me refiro... mas ainda pode crescer em número, quando alguns descobrirem por si mesmos, ou com ajuda, como é gratificante a nível pessoal colaborar e contribuir para que o nome de Alpedrinha vá mais longe, por boas razões, não importa a cor dos olhos, o aspecto físico, a cor partidária, a profissão ou as habilitações literárias, importam as PESSOAS, as suas capacidades, a disponibilidade e boa-vontade. Esta, julgo eu, e é só a minha humilde opinião, é a mentalidade que tem que vingar!).

oasis dossonhos disse...

O silêncio não é uma boa postura para quem ama uma terra e se sente bem entre aqueles que também a estimam e tentam dar o seu contributo.
Em lugar nenhum há perfeição, em lugar nenhum a inquietação está ausente e isso não é necessariamente mau.
Porém, quando o desvairo se torna no postal de visita de uma terra, algo está podre no Reino da Dinamarca...
Nos nossos dias o associativismo, o voluntariado, o saber fazer, construir, fomentar a Paz, ser amigo, chegam a parecer aberrações, perdas de tempo, na época em que vivemos, pródiga em usar e deitar fora, no bota abaixo, na agressividade, no desprezo pelos sentimentos dos outros, ao ponto de se apregoar os ensinamentos de Cristo,e depois ser-se capaz de matar e ir em peregrinação a Fátima pedir desculpas a Deus pelo pecado cometido como se isso fosse ser cristão...
O que não admira num país que durante séculos esteve sujeito a uma insultuosa ignorância e à miserável censura e perseguição dos esbirros e carrascos da Inquisição, como dos torturadores e bufos da Pide de Salazar, sempre com muita cobertura da batina e do crucifixo...
Não admira pois que haja indivíduos educados neste chafurdo que confundem liberdade e participação cívica com a mixórdia do insulto e da difamação.
Quando se precisa deles, a cobardia, a ausência, o rabo entre as pernas é a única resposta, mas se repararmos com algum cuidado, é vê-los sempre disponíveis para se rojarem aos pés de qualquer dono, a troco de um favorzinho, e então se conseguem ascender a essa hipotética migalha, o pio tronitruante dá lugar à ópera buffa.
Onde estão esses vigorosos, virtuosos salvadores da moral pública,para limpar a política de todos os males, que processos de luta consequente empreenderam por um ideal no concreto, com a cara ao vento olhos nos olhos,a criticarem e a escutar os responsos naturais porque quando se fazem as coisas com respeito "quem dá,também leva" e a saberem posicionar-se dentro do chamado jogo democrático?
Que sabe esta maltinha do que foi sofrer a fome, a humilhação de não poder ser mais que atento venerador e obrigado sem ir parar à prisão, no tempo em que os valentes tinham nome: ÁLVARO CUNHAL por exemplo.
Que fizeram nas colectividades locais, que artigos assinaram com responsabilidade em jornais permitindo-se discordar?
Além de mamarem rios de cerveja, gabarem-se das mastodônticas "gorras" que coleccionam no seu quotidiano vazio e brincar aos blogues na Internet, que mais sabem fazer?
Onde trabalham, que vida construíram? Quem os admira para lá dos compinchas de arruaça?
Falo também de gente que conheço aqui no sítio onde moro, porque já fui presidente de uma colectividade e sou-o ainda de uma associação de salvaguarda do património da qual fui fundador.
Eu via-os no bar da Ordem e Progresso, colectividade centenária a dizer mal das direcções a que pertenci.
Eu ouvi-os a achincalhar a coligação a que pertenci (CDU/PS) na freguesia de Prazeres onde vivo há 53 anos.
Eu também os escutei na Casa do Alentejo, a cuja Assembleia Geral pertenci, na Federação Portuguesa das Colectividades, onde exerci cidadania como 1º secretário da direcção, correndo de reuniões para reuniões, de iniciativas para iniciativas, sem tempo para comer e dormir, porque queria que a Sociedade fosse menos violenta e mais fraterna.
Ainda tive tempo para fazer teatro no Grupo Dramático e escolar "Os Combatentes" onde fui vice-presidente da Assembleia e que nos ano do centenário me tem como presidente do Conselho Fiscal.
Verdade seja dita que não aprecio os lugares de presidente. Levam sempre porrada, são incompreendidos,e por isso achei que outros deviam ocupar a cadeira para saberem como é incómodo, ou caso tenham mais vocação do que eu a desempenharem melhor esse cargo...
Mas o que eu gosto mais é da serenidade, de poesia, de chegar aí e poder ir à Gardunha - ao cimo da qual tenho subido todos os anos - e ficar a contemplar a dimensão enorme da paisagem, essa harmonia tão esmagadora que alguns através de incêndios, inércia e vários comportamentos que me abstenho de qualificar pretendem alterar, desiquilibrando toda a hipótese de bem estar à sua passagem.
Os cavalos de Nero e Átila perfilam-se para conquistar tudo o que mexe.Tremam muito que a diarreia é diluviana.
Pobres tigres de papel higiénico que sucumbirão à própria merda que produzem em ritmo acelerado!
Abraço
LFM